Personalidades homenageadas em 2013

Joaquim Dinis Góis

Joaquim Góis nasceu em Barreiros, freguesia de Amor e conselho de Leiria no dia 02/05/1908 e faleceu a 5/10/2005 onde residiu até à idade da sua morte, aos 97 anos.
Joaquim Dinis Góis era músico, tocava banjo, viola, flauta transversal e saxofone. Fez parte da filarmónica das Chãs, era integrante num grupo musical chamado Os verdes na Marinha Grande, tocava alguns dos seus instrumentos no Rancho dos Barreiros, ensaiador de coros na igreja de Barreiros e Amor, professor de música onde ensinou jovens e adultos e professor de adultos dando aulas nocturna.
Góis, como também era tratado, foi avaliador das partilhas, cantoneiro da Junta autónoma de estradas, construtor, pedreiro, carpinteiro, agricultor e executava o preenchimento de documentos para o levantamento de dinheiro nos bancos e amortizações, foi um homem dos sete ofícios! Pertenceu alguns anos à comissão da capela de Barreiros e anos mais tarde comprou com o padre Manuel Corado e o Sr. José Carlos Góis o sino maior que se encontra na nossa igreja, orientando a sua colocação.
Nunca se fez remunerar pelo seu trabalho apenas quando era pedreiro.
Casou três vezes, as duas primeiras esposas eram irmãs e oriundas de Monte Agudo e a terceira era uma senhora conhecida por Maria Moleira residente nos Barreiros. Da sua primeira esposa nasceram três raparigas. Maria Domingues, Georgina Domingues Góis e Gracinda Domingues Góis. Da sua segunda esposa nasceram três rapazes. Dinis Domingues Góis, Albertino Domingues Góis e Narciso Domingues Góis.
Mas, o melhor que temos a mencionar é que foi um bom pai, um homem muito honesto e cumpridor dos seus deveres como cidadão. Assim sendo tudo o que fazia era em prol da sociedade e da comunidade.

Jacinto Duarte

Jacinto Duarte nasceu em Amor a 27 de Novembro de 1933 e reside, há várias décadas, em Loulé. Filho de modestos agricultores, o mais velho de 5 irmãos, Jacinto Duarte trabalhou na agricultura, ajudando os pais dos 7 aos 12 anos, data em que foi estudar para o Colégio, então Externato D. Dinis, onde ganhou uma bolsa de estudos, tendo-se empregado na Secretaria Notarial de Leiria, com 14 anos. Trabalhando de dia e estudando de noite, veio a licenciar-se em Direito, na Universidade de Coimbra, com boa classificação, o que lhe permitiu fazer o Curso Complementar de Ciências Jurídicas.
Findo o curso de Direito foi nomeado Sub-Delegado do Instituto do Trabalho em Coimbra, daí passou a Notário da Nazaré, Tábua e mais tarde Conservador do Registo Predial de Loulé. De seguida foi nomeado Inspector dos Serviços Prisionais e voltou para Conservador de Loulé.
Esteve apenas 10 anos a exercer a advocacia.
Sempre que lhe é possível visita Amor, onde ainda tem propriedades e uma grande paixão pelo campo e pela agricultura.
Tem uma grande admiração pelo seu avô paterno, José Duarte, que foi Presidente da Junta de Freguesia de Amor mais de 40 anos e sacristão do Padre Margalhau.
Jacinto Duarte é também jornalista e assume uma grande preocupação com os jovens e com o seu futuro, de tal forma que comprou a duas irmãs, duas terças partes da casa onde nasceu e ofereceu-o à Junta de Freguesia de Amor, para que lá fosse instalado o Centro de Juventude “José Duarte e Inácia de Jesus” – nomes de seus pais.
Jacinto Duarte pretende “que ali se formem jovens, se lhes dê preparação cívica, cultural e moral, que se criem ocupações e distracções, para que os jovens de Amor se afastem da marginalidade.”
Aquela casa “receberá todos os jovens que o queiram, sem distinção de raça. Sexo, religião e sobretudo os mais marginalizados e desamparados para os apoiar e recuperar”.
A escritura da doação da casa foi realizada a 25 de Setembro de 1997 no 2.º Cartório Notarial de Leiria.
É ainda de referir que Jacinto Duarte foi Presidente Distrital de um Partido Político durante três anos e foi pré-candidato à Presidência da República.

José de Freitas

José de Freitas, natural da freguesia de Amor, filho de José de Freitas Carriço e de Teresa Pedro, deixou por testamento, a 28 de Maio de 1958, à freguesia de Amor:
– “Deixo aos pobres do lugar de Amor, terra da minha naturalidade, a quantia de duzentos e cinquenta mil escudos, que será convertida num certificado da Dívida Perpétua ou Dívida Pública Portuguesa, para o respectivo rendimento, ser recebido pela Junta da dita freguesia de S. Pedro e S. Paulo, a qual procederá à sua distribuição de acordo com o pároco da mesma freguesia, devendo, porém, entregar por uma só vez, a quantia de mil e quinhentos escudos à parturiente de cada ano, reconhecida como a mais pobre do lugar e que tenha prole mais numerosa (…)”.
– “Deixo a quantia de cem mil escudos à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com a obrigação de zelar pelo arranjo da minha sepultura e da de minha mulher.”
– “Deixo a quantia de cinquenta mil escudos à Junta de freguesia de S. Pedro e S. Paulo, já acima referida a quem será entregue, porém, convertida em papéis de crédito da Junta do Crédito Público, a fim de, com o seu rendimento, prover à conservação do pedestal da campa de minha mãe.”
– “O remanescente da herança, depois de satisfeitos os legados, será convertido em papéis ou certificados da Dívida Pública Portuguesa pelo testamenteiro que estiver em exercício, os quais serão averbados em nome da dita Junta de Freguesia de S. Pedro e S. Paulo de Amor, a fim esta, com os respectivos rendimentos socorrer os pobres mais necessitados do referido lugar de Amor (…)

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